
E não era chuva, chuvisco, chuvinha.
Era chuva, trovão, trovoada.
Por qualquer coisa, coisinha,o menino relampejava.
A casa toda tremia, o chão até balançava, raios por toda a cozinha sempre que tinha salada.
A empregada saía correndo, e a mãe também, chamuscada.
E o menino chovendo, chovendo, pedindo macarronada.
O pai imitava macaco, a mãe dançava na pia, tudo isso por medo da chuva, e pra ver se o menino comia.
E todo dia era assim, uma chuva sem fim, chuvarada.
Por qualquer coisa, coisinha...o menino relampejava.
O menino que chovia (Ed. Companhia das Letrinhas - Cláudio Thebas)
Sabem aquela frase que todas nós um dia pronunciamos?, "Mãe sofre!". É sofremos sim, mas nossos momentos de alegria são bem mais constantes, do que os de sofrimento.
Agora amigas, infelizmente não posso dizer o mesmo de outra frase, ou de outra situação, a vergonha!.
Ai que desespero, quando nossos amados filhos, às vezes tão pequenos, mas com uma personalidade peculiar, forte, com tanta opinião, nos fazem passar vergonha diante de pessoas conhecidas e estranhas, no supermercado, numa loja de roupas ou de brinquedos, ou mesmo no consultório do pediatra, por causa da famosa birra.
E porque são na maioria as mães, que sofrem com essas "cenas" ?!?
Estamos lá, tranquilas, fazendo nossas comprinhas da semana, pensando neles, sim, porque o carrinho está sempre lotado de coisas para os pequenos. São iogurtes, cereais, leite em pó, fraldas, biscoitos de todos os tipos, chocolates, sorvetes..., e mesmo assim eles querem alguma coisa que não está ali, e coitadinha de nós se negarmos.
Chega ela, a birra,e não vem de mansinho, vem com tanta força que nosso desejo é nos transformarmos em um avestruz e escondermos nossas cabeças no chão, gostaríamos de fingir que aquela criança não é nosso(a) filho(a). Mas vem a conclusão: NÃO DÁ!!!
E então pergunto mamães: como manter a calma?, como usar todas aquelas coisas que lemos nas revistas, nos livros, escritas por psicólogos, especialistas? Chegamos a duvidar que algum deles tenha passado por isso um dia, porque vamos combinar?!? Na teoria dá tudo tão certo, é tudo tão lindo!!!
Desculpem os psicólogos, esperamos que nos entendam, porque acreditem, nessas horas, algumas de nós, não consegue crer nem que Deus existe,hahaha!!!
É uma ocasião em que o sentimento é um só, impotência, afinal, estamos diante de outros pais e mães que por um momento esquecem dos seus filhos para repararem nos nossos, e dizem com certeza: "meu filho não faz isso, que horror!". E daqueles homens e mulheres que ainda não são pais e pensam, "ah quando eu tiver um filho, não vou deixá-lo fazer isso comigo!".
E pra esses eu respondo: esperem até terem os seus.
Mas, como não temos alternativa, o jeito é respirar fundo, e tentar fazer do jeito que os especialistas indicam, manter a calma, ficar na altura da criança, explicar que aquilo que está querendo não pode ser comprado, oferecer uma troca por algo mais barato, ou pedir para ele(a) escolher se quer ganhar o "objeto da discórdia", no aniversário, dia das crianças ou natal, e finalmente meninas, rezar, rezar e rezar muito, e claro ter fé que seu filho(a) vai te entender e que tudo acabará bem.
sobre esse assunto:
Beijo!
Viviane
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Comentário]
This is so well written, commendations for this piece.
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