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As coisas mudam!


publicado por Vivi Tassi em

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Há alguns anos atrás as mulheres tinham por função “cuidar da casa, filhos e marido”, sendo que, buscar trabalho fora de casa era visto com muito preconceito. Com mudanças econômicas e a necessidade de complementar a renda familiar, muitas saíram a luta e conquistaram grande espaço no mundo corporativo. Hoje vemos grandes empresas serem dirigidas por grandes mulheres!

Mas e as que, por diversas razões, permaneceram dentro de suas casas? Como são vistas hoje em dia? Com conhecimento de causa eu lhes digo: são vistas com muito preconceito!!!
Para muitas pessoas, parece ser inadmissível ver uma mulher sendo feliz e se realizando “apenas” cuidando dos filhos, do marido, da casa, dos afazeres domésticos. Muitas vezes são tratadas em rodas de amigos, como pessoas leigas, incapazes de entender assuntos do mundo dos negócios e que vivem “na moleza”, já que não batem cartão e não possuem chefes, não cumprem prazos e/ou atingem metas.

Ok, não temos patrão, mas buscamos a excelência no cuidado dos nossos filhos, e aliado a isso precisamos estar atentas ao mercado financeiro (sim, pois nossa economia doméstica depende incluisive da cotação do dólar), ao mercado de imóveis (alugar casa, mudar de apartamento), aos juros que controlam as mensalidades escolares, a indústria de vestuário e ainda antenadas em questões políticas.
E para agregar a tudo isso, nossa saúde física e psicológica deve estar em harmonia, pois precisamos brincar de bola, de boneca, ensinar matemática, olhar os deveres da escola, preparar lanche, ajudar nossos maridos a enfrentarem as dificuldades do trabalho, e ainda, a resolver nossas questões afetivas/emocionais, ou seja, nossos próprios fantasmas. Detalhe, tudo isso sem remuneração financeira!
Não quero diminuir aquelas que saem de casa, batalham pela família e ainda ao retornar providenciam todos os cuidados da casa. Quero chamar a atenção para a valorização daquelas que mesmo dentro de casa, possuem grande importância na vida social e familiar. Afinal, cada uma consegue ser feliz seguindo um caminho. Quero também, “pleitear” a igualdade feminina, demonstrando que ser “dona de casa” também requer cada dia mais ser especialista, doutora, mestre e que deve ter a mesma admiração recebida por aquelas que optam por trabalhar fora.

Outro ponto a ser repensado é que, qualquer que seja a escolha, sempre haverá prós e contras. Para aquela que encara o mercado de trabalho, acaba por “perder” momentos importantes da vida dos filhos. Já as que optam por ficar em casa, cria-se uma dependência financeira dos maridos, o que pode causar enorme frustração.
O grande desafio agora é respeitar e valorizar todas as mulheres, qual seja sua opção ou sua necessidade. Afinal, todas lutam pelas suas famílias e se utilizam dos mecanismos que possuem. A desvalorização de uma em detrimento da outra, é desnecessária e sem razão. Lutamos tanto pela igualdade entre homens e mulheres, porque vamos permitir que sejamos desvalorizadas por nós mesmos? Qual a única diferença entre esses dois tipos de trabalho? Apenas a remuneração mensal?!?
Vamos pensar nisso!!!


"Milene Mocheuti é psicóloga, 
colaboradora do Das Mariazinhas, 
fala sobre comportamento."

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  1. Raquel L

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